
Daquilo que não está aqui, mas se faz presente.
Depois de ter perdido aqueles versos que pegamos na mão mas perdemos a chave: o poço sem fim . A construção do início. O esboço. O esforço. O sorriso no rosto pela cópia. Mas são copas e copos pela metade. Carrinho de mão. Corpos que carregam matérias. Carinho na mão de seus filhos . Ele ainda se lembra de todos os materiais . A viga forte. Rumo ao norte. A morte pela vida. Ironia martelar esses pregos e às vezes erra-los e acertar os dedos. Eles apontam. Essa areia movediça que suga a ampulheta . "Sabe irmão onde fica tal lugar ?" - vire a primeira esquerda e você encontrará. Só cuidado ao atravessar. O semáforo, os pássaros; são passagem. Fique atento aos sinais. Descarregue a brita . Tampe a marmita . Os Tijolos. O gosto do metal. A peneira não impede dos raios de sol passarem. É a primeira vez que a obra é feita por coluna de palavras vindas pelo
Vento.
A casa,
sem teto.
A base,
afeto.
Janelas,
abertas
Poesia para encher uma laje,
ou derrubar o muro que não se vê ?
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Não abrimos aos domingos (Ou sobre o potencial de ser chave). 2019. Técnica Mista sobre tapume encontrado.

Paratudo! 2019. Técnica Mista sobre tapume encontrado.



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Depois da tempestade. 2019 . Óleo sobre metal
Quem prometeu tá aqui pra sempre? 2019. Óleo sobre metal
Cortejo. 2019. Óleo sobre metal
E o gosto amargo do café nos faz lembrar o quanto a vida é doce. 2020. Óleo sobre metal




Eu também já fui. 2020. Técnica Mista sobre porta de armário
As segundas passavam a ser sextas. 2020. Técnica Mista sobre porta de armário
Para possíveis colchas. 2020. Óleo sobre tecido
Giramundo. 2020. Técnica Mista sobre telha.
Não havia um relógio para acordar, ou ainda um simples galo que anunciasse, como um prenúncio, que uma centelha de vermelho ou mesmo de alaranjado se alastra pelo céu no horizonte daquele lugar. O Zeca tinha deixado a gente.
Encontrei com ela passando pela capela — descansando por conta das pernas inchadas; com uma sacola de alguma coisa que espetava, que segundo ela fazia um chá muito bom para as juntas. Pegou sua sacola, olhou pra dentro da sso Miltinho, que as pessoas quando são enterradas não são
Trabalhos
Não havia um relógio para acordar, ou ainda um simples galo que anunciasse, como um prenúncio, que uma centelha de vermelho ou mesmo de alaranjado se alastra pelo céu no horizonte daquele lugar. O Zeca tinha deixado a gente.
Encontrei com ela passando pela capela — descansando por conta das pernas inchadas; com uma sacola de alguma coisa que espetava, que segundo ela fazia um chá muito bom para as juntas. Pegou sua sacola, olhou pra dentro da capela, e disse: “Sabe porque o defunto nunca é enterrado de costas, meu fio? Quando vemos alguém de bruço, nos vemos e nos enxergamos no centro da espinha...E é por isso Miltinho, que as pessoas quando são enterradas não são colocadas de bruço”.
Comecei a ligar os pontos. À noite, um galo cantou.