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Desbica . 2020. 26 cm x 10 cm x (1,0~1,5) cm. Tinta óleo sobre chinelo arrebentado.

Tô descalço no calçado, 2020

Pintura. Tinta óleo sobre chinelo arrebentado.

Um chinelo largado em um canto pode evidenciar que alguém próximo de nós não vai voltar. Todavia, existe também neste objeto uma força de fixar uma posição, afirmar uma presença e demarcar um lugar. Primeiro, é necessário olharmos para o chão; para nossa superfície. Observar onde pisamos e onde nos deslocamos. Esse caminho de dessublimação, de certos acontecimentos, nos permite imaginar maneiras de produzir deslocamentos e tencionar possíveis caminhos, para aqueles que colocam um prego no chinelo arrebentado (que é essa visa) para poder caminhar mais um pouco por aí. Sobre essa descida em queda livre para com as coisas, talvez seja uma chance de criação de paraquedas coloridos. A potência criativa e crítica de reinvenção permite ampliar horizontes das formas de se apreender o mundo. Nesta instância, busco entrar pelo gueto. Navegar nas bordas. Em busca de ventos – como uma pipa –, desbicando no contra-vento e me permitindo a avoar. Desço suavemente, com os calos que cultivamos, descalço no calçado.

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Bastiana. 2021. 25 cm x 10 cm x (1,0~1,5) cm. Tinta óleo sobre chinelo arrebentado.

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Zeca urubu. 2021. 22,5 cm x 8,5 cm x (1,0~1,5) cm. Tinta óleo sobre chinelo arrebentado.

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Flor. 2020. 23 cm x 9 cm x (1,0_1,5). Tinha Óleo sobre chinelo arrebentado.

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Gegê. 2021. 25 cm x 10 cm x(1,0~1,5) cm. Tinta óleo sobre chinelo arrebentado.

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Por conta das pernas inchadas. 2020. 25 cm x 10 cm x(1,0~1,5) cm. Tinta óleo sobre chinelo arrebentado.

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Opala. 2020. 27,8 cm x 10 cm x (1,0_1,5). Tinha Óleo sobre chinelo arrebentado.

© 2022 Lucas Soares

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